Quando iniciei este blogue havia uma real intenção de postar os textos nascidos da elaboração de minha tese de doutorado. Nada feito. Empaquei no blogue e na tese. Hoje faço análise duas vezes por semana para tentar conviver com a terrível sensação de fracasso!! Um horror!
Agora resolvi retomar o blogue como parte da terapia. Quem sabe aqui eu consiga dizer o que não faz mais sentido para mim no meio acadêmico.
Veja, isso aqui não é uma tese, mas o diário terapêutico de uma sem-tese (com hífen mesmo).
......
E não tem sido fácil. Pode parecer bobagem, exagero, mas teses inconclusas são fantasmas, que nos assombram todo o tempo. Muitas vezes já acordei no meio da madrugada com a certeza plena de que a tese estava prontinha na minha cabeça e que bastava sentar no computador e deixar que o resto aconteceria. Engano. O dia amanhece e o vazio está ali, 'rente que nem pão quante', os dedos não reagem a nenhum estímulo.
Outras vezes a madrugada era de listas de coisas que larguei pelo meio do caminho: inglês, dança do ventre, ginástica natural, um milhão de livros, corte e costura, promessas... Logo eu concluía pela minha incapacidade de terminar qualquer coisa útil (olha que nessa listagem eu não incluí este blogue).
Ah! Isso não se resume à vida acadêmica. Você se transforma em péssima pessoa, mulher, profissional, amiga, cozinheira etc.
Outro dia fiz um bacalhau que ficou horrível. Acreditem, imediatamente pensei na tese e vi naquele bacalhau salgadíssimo e derretido o texto inacabado. Enfim, a vida vira um verdadeiro inferno dos melindres.
É isso por hoje. Afinal, não quero piorar meu humor.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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