Estou numa fase bem interessante do não-concluí-o-doutorado (insisto, com hífen). Agora quero vingança. Isso significa ler o que eu quiser em todo tempo livre. Assim, nessa meu momento balada com a literatura, hedonista mesmo, li semana passada Caim, de Saramago.
Não vou fazer nenhuma crítica consistente. Aí vai apenas um comentário.
Saramago continua dominando a técnica, coerente a um grande escritor. O texto flui. Dá para ler numa sentada. Mas é só. Em uma semana, mal me lembro do livro e, não fosse a obviedade do enredo, nem saberia do que se trata.
O nosso português rabugento e querido, do belo Jangada de Pedra, insiste em conversar com Deus. A imagem que tenho é de dois velhos briguentos esgrimando com suas bengalas gastas: saramago e o barbudo. Alguém precisa avisar ao escritor que Deus morreu. No lugar dele inauguraram um novo shopping na Paralela.
É só por agora. Tenho que ler um Vargas Llosa.
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